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BENFEITORA DA ORDEM
por meio do Ato n° 14596, de 28 de JULHO de 2011, concedido pelo Soberano Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Motivo de júbilo tamanha deferência à Loja e a todos os Ir.’. que fortalecem as colunas do Rito Brasileiro por todo o nosso grande País.

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Bem-vindo à A.'.R.'.B.'.L.'.S.'. Guatimozim nº 2107

Sessões: 2ª e 4ª Quartas-feiras,
às 20h

A loja Maçônica Guatimozim foi fundada de fato e de direito no dia 7 de junho de 1981. É Federada ao Grande Oriente do Brasil e Jurisdicionada ao Grande Oriente do Distrito Federal. A Loja é primaz do Rito Brasileiro no Distrito Federal e foi agraciada com o título de BENFEITORA DA ORDEM.


 


FELICITAÇÕES AOS NOVOS IRMÃOS ELEVADOS AO GRAU 15
06/06/2016 - 08h40



Nesta última sexta-feira (03.06.2016) o Ilustre e Sublime Capítulo Rosa-Cruz Príncipes do Silêncio nº 34, Vale de Brasília-DF em Sessão Magna, sob a presidência de seu Aterzata, o Eminente Ir ALEXANDRE NOGUEIRA MARTINS, 33 realizou a Elevação ao Grau 15 (Cavaleiro da Liberdade) dos Ilustres Irmãos 
Alexandre Jordão da Silva, da Loja Guatimozim nº 2.107, Francisco Lopes de Faria, Loja João Rosário Dória nº 2.533 
Jefferson Diláscio Mesquita, Loja Pioneiros de Brasília nº 2.288 
Jeremias Fernando Cerqueira Gomes, Loja Guatimozim nº 2.107 
Jose Santacruz Paim, Loja Guatimozim nº 2.107, 
Romildo Pereira da Rocha, Loja João Rosário Dória nº 2.533,  
aos quais damos as boas vindas em nome do Soberano Grande Primaz NEI INOCENCIO DOS SANTOS e do Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro no Distrito Federal, Sereníssimo Ir ROBSON GOUVEIA.
Parabenizamos, nesta feliz oportunidade, o Ilustre e Sublime Capítulo Rosa-Cruz supramencionado, na pessoa de seu Sapientíssimo  Aterzata, o Eminente Irmão ALEXANDRE NOGUEIRA MARTINS, acima referenciado, pela brilhante Sessão Magna de Elevação por este  promovida, fruto  do magnífico  trabalho que referida   Oficina  Litúrgica  vEm desenvolvendo em prol do Rito Brasileiro no Distrito Federal.
Diante do adiantado da hora do término daquela Sessão, deixamos de pronunciar nosso discurso de praxe, fazendo a sua transcrição a seguir. 

        O   Cavaleiro da Liberdade representa Zorobabel, o príncipe da tribo de Judá, descendente de Davi, que chegava da Babilônia com a missão de reconstruir o Grande Templo de Salomão, arrasado pelos babilônios.
O poderoso Rei, avelhantado, rodeado de concubinas, abusando do vinho de romãs, o afrodisíaco para lhe permitir uma vida de vício, arrastou o seu povo à escravidão.
A lição foi dura e cruel; jamais alguém tivera tanta glória e tanto poder como Salomão; mas os poderosos também caem.
As Sagradas Escrituras narram com riqueza de detalhes a saga israelita, fatos históricos que já não se baseiam em lendas.
Zorobabel foi quem convenceu o poderoso Ciro - Rei da Pérsia a permitir o retorno dos israelitas escravizados e conduzidos para a Babilônia por setenta anos.
Não só permitiu esse retomo, como auxiliou a construção do segundo Templo, em Jerusalém, devolvendo tudo o que havia sido levado do Grande Templo.
O primeiro Templo foi construído em uma época de paz, vinte e sete anos de harmonia com os vizinhos de Jerusalém, o que mais tarde, de forma simbólica, se repetiria ao nascer Jesus. Quando o Divino Mestre nasceu, o mundo estava em paz; preende-se porque foi denominado de “O Príncipe da Paz”.
A construção do Segundo Templo, e não dizemos “reconstrução”, porque o Grande Templo de Salomão fora totalmente destruído, o foi sob a constante ameaça de inimigos.
Zorobabel erigia a construção, sob a proteção armada dos israelitas, daí a denominação de Cavaleiro da Espada.
O fato se repetiu em nossos dias: quando Israel restaurado construía as suas cidades, mantinha os seus campos lavrados, sempre sob grande vigilância; em uma das mãos, a pá e na outra o fuzil.
A história de Zorobabel é fascinante, um verdadeiro aventureiro, vencendo todos os obstáculos que se lhe antepunham.
Zorobabel significa “o libertador” ou “o restaurador”, e realmente conseguiu congregar o seu povo e restaurar a fé, prosseguindo a trajetória tradicional dos hebreus.
A ficção esotérica diz respeito ao risco que cada maçom passa, de ver seu Templo destruído, se acaso abandonar o que aprendeu, especialmente conviver com os obstáculos cada vez maiores, sem se contaminar.
Uma vez “destruído” o Templo que lhe custou tanto trabalho para erguê-lo dentro de si, outra situação não encontrará, senão a de ser escravo.
Na escravidão, sentirá falta de um lugar, dentro de si, para louvar ao Senhor e tudo fará para retomar àqueles gloriosos tempos de beleza espiritual e de liberdade total.
O trabalho místico será encontrar-se com Zorobabel para que venha a construir um segundo Templo, eis que Templo destruído jamais será reconstruído.
Então, a construção demandará luta, ousadia, risco, combate, tudo para escapar dos inimigos sempre atentos.
Certamente, poderá novamente ter em si, de forma mística, outro Templo, sem as características do Grande Templo, mas com as mesmas perspectivas de nele encontrar-se com o “Eu Sou”.
O maçom age como um sacerdote, porque a Iniciação é “ad eternum”, poderá passar um período de indiferença e se entregar aos pretensos prazeres profanos; porém chega o momento preciso da necessidade e então o Maçom não descansa enquanto não construir em si outro Templo.
A história do povo hebreu nos ensina que também esse Segundo Templo foi destruído e construído o Terceiro Templo de Herodes.
Esse, o imperador Tito também o destruiu.
O povo israelita, depois da Diáspora, construiu o Quarto Templo, mas o fez sem alarde; é um templo soberbo, moderno, mas sem as riquezas em metais preciosos dos templos passados;

A leitura a seguir é extraída do Livro de Esdras, capítulo 3, versículos 8 a 10:

“No segundo ano de sua vinda à casa de Deus em Jeru-salém, no segundo mês, Zorobabel, filho de Selatiel, e Jesuá, filho de Jozadaque, e os outros seus irmãos, sacerdo¬tes e levitas, e todos os que vieram do cativeiro a Jerusalém, começaram a obra da Casa do Senhor e constituíram levitas da idade de vinte anos para cima para a superintenderem.
Então se apresentaram Jesuá com seus filhos e seus irmãos.
Cadmiel e seus filhos, os filhos de Judá, para juntamente vigiaremos que faziam a obra na Casa de Deus, bem como os filhos de Henadade, seus filhos e seus irmãos, os levitas.
Quando os edificadores lançaram os alicerces do Templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas filhos de Asafe com címbalos para louvarem ao Senhor, segundo as determinações de Davi, rei de Israel.”

Apesar de ser parte história da construção do segundo Templo de Jerusalém, partindo dos seus alicerces, nos ensina essa leitura que o Iniciado “deve começar a obra do Senhor”.
A Casa do Senhor, ou seja, o Templo, agora em sua segunda, tentativa, deve ser começada após um longo período de cativeiro, quando o homem é escravo de si mesmo, não tendo a tão almejada liberdade. O homem é livre por direito natural, a preservação da liberdade exige contínua vigilância.  Na construção do segundo Templo, os Obreiros manejavam a ferramenta com uma das mãos, tendo a espada na outra mão.
Somente a iniciação o libertará desse cativeiro e como resultado, a “Casa do Senhor” é obra que “deve ser iniciada”.
Chama também a atenção o fato de terem sido chamados para superintender a obra jovens a partir de vinte anos de idade, numa demonstração de que nunca é cedo e também, jamais é tarde, para encetar “a obra”.
O Maçom Iniciado constrói em si o Grande Templo místico de Salomão; torna, em alguma fase de sua vida, a construir um Segundo Templo, o de Zorobabel; depois, um Terceiro, o de Herodes.
Será que construirá o Quarto Templo? Em que oportunidade, se esse fato é atual?
São questionamentos muito relevantes que cada maçom deve meditar para saber se tem a necessidade de novas construções, ou se mantém intacto e vivo o seu Grande, Primeiro e único Templo.

 

BIBLIOGRAFIA

- Ritual do Grau 15 – Cavaleiro da Liberdade – Edição 2011
- Instrução para Lojas de Perfeição 5º ao 14º graus - Nicola Aslan
- Os Graus Inefáveis - Loja de Perfeição vol. I - Rizzardo da Camino
- Grau do Mestre Eleito dos Nove - Jorge Adoun

SURSUM CORDA!

Clima de Brasília-DF, 04 de junho de 2016, E.'.V.'. (6016, V.'.L.'.)

Com as saudações fraternais do Sapientíssimo Irmão
  
JOSÉ ROBSON GOUVEIA FREIRE 33.'.
Delegado Litúrgico do Rito Brasileiro/DF